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Já se encontra disponível a nova Folha Informativa da Parceria Portuguesa para o Solo, com o N.º 10, de setembro de 2019. 

folha10setembro

NOVO (em atualização)

  • Grupos Operacionais
  • Horizonte 2020
  • Alterações Climáticas
  • Bioeconomia
  • Interreg Sudoe

INTENSUSVITI

2018 - 2020 

PDR2020

 GoIntensusVITI
  • Desenvolver um processo de Intensificação Sustentável da Vitivinicultura visando o aumento da produtividade da vinha através de inovação tecnológica, centrada na mecanização da poda, na otimização do sistema cultural com o recurso a ferramentas de viticultura de precisão, no sequestro de carbono nos solos vitícola e na redução do seu impacto ambiental; - criar um novo produto: “Vinho de Uvas de Baixa Pegada Ecológica”.

 

 

OLEOCOLZA

2018 - 2020 

PDR2020

 Oleocolza
  • Avaliação do impacto de diferentes variedades na capacidade produtiva da COLZA no Alentejo e Região do Ribatejo. Testagem como cultura de rotação, com boa rentabilidade, potencial de valorização dos solos e dirigida para a extração de óleo vegetal.

 

 

DECLÍNIO DO MONTADO NO ALENTEJO

2018 - 2020 

PDR2020

 Declinio Montado Alentejano
  • Medidas inovadoras para a mitigação do declínio do montado no Alentejo, nomeadamente para o controlo de Phytophthora, através da melhoria da fertilidade do solo, da conservação da paisagem e da sustentabilidade da fileira do Porco Alentejano.

 

 

BIOCHORUME

2018 - 2020 

PDR2020

 Biochorume
  • Criar um modelo inovador, alternativo ao tradicional, para minimizar os problemas do excesso de efluentes pecuários nas Explorações de Pecuárias Leiteiras na região de Entre Douro e Minho, promovendo a sua valorização como fornecedor de matéria orgânica aos solos e disponibilidade de nutrientes para a produção de biomassa para fins energéticos próprios, contribuindo para a melhoria da sustentabilidade económica das empresas Pecuária Intensiva de Bovinos Leiteiros.

 

 

NUTRISUBER

Maio 2017 - Abril. 2022 

PDR2020

 Nutrisuber
  • Promover as ações de experimentação, demonstração e disseminação do conhecimento gerado necessárias ao estabelecimento de recomendações de fertilização racional para o montado de sobro, tendo em consideração o estado de fertilidade dos solos e de nutrição das árvores.

 

 

DIVERFARMING

Maio 2017 - Abril. 2022 

H2020

 diverfarming
  • Diversificação de culturas e agricultura com baixos imputes em toda a Europa: do envolvimento dos profissionais e dos serviços dos ecossistemas ao aumento das receitas e da organização da cadeia.

 

 

DiverIMPACTS

Junho 2017 - Maio 2022 

H2020

 diverimpacts
  • Diversificação por meio de rotação, culturas intercalares, cultivo múltiplo, promovido com atores e cadeias de valor em direção à sustentabilidade.

 

 

FAIRWAY

Junho 2017 - Maio 2021

H2020

 fairway
  • Sistemas agrícolas que produzem boa qualidade da água potável para abastecimento.

 

 

WATERPROTECT

Junho 2017 - Maio 2020

H2020

 waterprotect
  • Ferramentas inovadoras que permitem a proteção de água potável em ambientes rurais e urbanos.

 

 

EXCALIBUR

Junho 2019 - Maio 2024

H2020

 Excalibur
  • Explorar o potencial multifuncional da biodiversidade subterrânea na  hortícultura.

 

 

SoildiverAgro

Junho 2019 - Maio 2024

H2020

 SoildiverAgro
  • Soil biodiversity enhancement in European agroecosystems to promote their stability and resilience by external inputs reduction and crop performance increase

 

iSQAPER

Maio 2015 - Abril. 2020 

H2020

 iSQAPER

 

 

LANDMARK

Maio 2015 - Outubro 2019

H2020

 Landmark

 

SOILCARE

Março 2016 - Fevereiro 2021

H2020

 SoilCare

 

 

CIRCASA

Novembro 2017 - Outubro 2020

H2020

 Circasa

 

 

BEST4SOIL

Outubro 2018 - Setembro 2022

H2020

 Best4soil

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Referências bibliográficas organizadas por temas e por anos:

→ Caracterização de Solos;

→ Cartografia de Solos e Avaliação de Terras;

→ Génese e Classificação de Solos;

→ Outros.

Pilar 2- Encorajar o investimento, a cooperação técnica e política, a consciencialização através da educação e extensão sobre a temática do solo.

Recomendação 1 (Política) - Os políticos, os seus assessores os decisores e entidades associadas, deverão ser informados, através dos canais da FAO e dos parceiros da GSP, para que melhor avaliem o valor real dos solos para a sociedade, quer em termos ambientais como económicos e para os seus respetivos sectores, de forma a poderem incentivar o desenvolvimento de infraestruturas que permitam a proteção do solo ou a sua gestão sustentada, em linha com os objetivos da Carta Mundial de Solos.

Recomendação 2 (Política) - O desenvolvimento das políticas deverá ser apoiado por uma assessoria harmonizada sobre o estado dos solos, pressões associadas, os seus impactes e as tendências para dar prioridade a intervenções chave (Pilar 4 da GSP).


Recomendação 3 (Educação) - Deverão ser promovidas açõeseducativas sobre a temática do solo: 

Como um tema a incluir no curriculum escolares para todas as idades de forma a melhorar o conhecimento do seu valor e das suas funções;

A nível terciário, a ciência do solo deverá ser promovida como um assunto chave, lecionado como uma disciplina transversal;

Alargar a comunidade de utilizadores através de diferentes canais de comunicação e de ensino;

Atualização de documentação, instrumentos e material de estudo relevantes, devendo ser explorados canais pedagógicos tradicionais e emergentes, de forma a permitir a máxima divulgação de tais materiais;

Cooperação com outros programas existentes;

Aumento do apoio à participação de jovens cientistas dos países em desenvolvimento e ações internacionais de formação.


Recomendação 4 (Consciencialização) - Os parceiros da GSP e a comunidade global de utilizadores do solo deverão promover estratégias, que envolvam a sociedade de forma global e possa utilizar o conhecimentos dos comunicadores profissionais (incluindo os cientistas do solo). Poderia também incluir o desenvolvimento de campanhas e iniciativas várias, para a consciencialização do público, como por exemplo o Dia Mundial do Solo, a qual poderá ser adaptada a diferentes regiões, culturas e escalas de implementação. Sugere-se aos diferentes governos, que sejam previstos investimentos e financiamentos sustentados que possam apoiar programas nacionais a grande escala.

Recomendação 5 (Extensão) - Os serviços de extensão deverão ser apoiados politicamente e financeiramente, desenvolvidos e revitalizados, de forma a poderem refletir os serviços multifuncionais do solo e promover as suas atividades para além da comunidade agrícola tradicional, de forma a poder garantir a utilização sustentável do solo e reduzir a sua degradação, para todos os usos. Deverão ser determinadas as prioridades regionais, tendo em atenção as disparidades em termos do conhecimento de base, da experiência, motivação e apoio, para que possam ser desenvolvidas soluções para os desafios e definidos objetivos para a sua implementação.

Recomendação 6 (Cooperação Técnica) - Deverá ser promovida e reforçada a cooperação científica, entre parceiros regionais, através de esquemas decooperação Sul-Sul e Norte-Sul (ligações aos Pilares 1 e 3).

Recomendação 7 (Investimento) -  A GSP deve promover o investimento em solos, para beneficiar a sociedade e as gerações futuras em interligação com o "Mecanismo de solos saudáveis", de forma a assegurar a eficaz implementação de atividades no âmbito dos cinco pilares de Acão. O retorno dos investimentos (incluindo análise custo-benefício) deve ser avaliado para que o mesmo possa ser disponibilizado às agências de financiamento, aos utilizadores do solo e aos responsáveis políticos, tendo por bases as histórias de sucesso, para futuros investimentos, os quais deverão refletir as prioridades regionais e nacionais e as necessidades dos utilizadores. 

A atual falta de investimento e vontade política para os solos, reflete um deficit da sociedade, no que diz respeito à sua consciencialização e apreço sobre o tema, a qual é por seu lado o resultados das deficiências em termos de ensino a todos os níveis. A necessidade de ultrapassar esta situação deverá ser traduzida em ações efetivas de apoio aos diferentes pilares da GSP, não só em termos de desenvolvimento de políticas, mas também através da alocação de recursos financeiros;
Os diferentes governos deverão ser convidados ao mais alto nível a desenvolver e reforçar políticas nacionais sobre os solos, bem definidas, complementadas, por medidas legais, tendo como ponto central a proteção do solo. O solo deverá estar no centro das políticas do ambiente e da sustentabilidade e não nas suas franjas A GSP reforça o papel vital do solo, para a energia, água, segurança alimentar, biodiversidade, temática das alterações climáticas, em conjunto com o valor económico das funções do solo e as consequências económicas associadas aos processos de degradação.

Deverá também ser estabelecido através de legislação ou regulamentação, a fonte dos financiamentos, para a implementação da lei de proteção dos solos. Politicamente deverá também ser tido em conta que o investimento pode ter origem em financiamento privado e não unicamente publico, de forma a poder garantir a aplicação adequada na proteção do solo a nível nacional e global. A sociedade deve compreender que o solo necessita de atenção, dado ser confrontado com importantes desafios e para a solução dos problemas existentes são necessárias mudanças nas políticas e no investimento nos solos, mudança essa que deverá envolver três aplicações principais: ajudar a enfrentar a necessidade do aumento da produção de alimentos e a manutenção da segurança alimentar, tratar da ameaça da degradação dos ecossistemas e enfrentar as mudanças globais no clima e condições ambientais relacionadas.
Permanece ainda um importante sub-investimento nesta atividadeque necessita de ser reformulado. A comunidade da ciência do solo necessita de se ligar de forma mais efetiva à sociedade em geral.

[Voltar]                                                                                                                   [ver Pilar 3]

 

europe thumb
 

Na sequência da Parceria Global do Solo (GSP), foram sendo estabelecidas Parcerias Regionais do Solo, em estreita coordenação com os Serviços Regionais da FAO, tendo como objetivo o desenvolvimento dum processo de consulta interativa com entidades de solo, envolvendo Sociedades de Ciência do Solo e outras entidades regionais relevantes no âmbito das diversas convenções relacionadas. As Parcerias Regionais têm como base as redes regionais existentes, ligando as redes nacionais e locais, os parceiros, projetos e atividades de forma a poder garantir que o processo de parceria é orientado por país.


Estas Parcerias têm por função fornecer orientações sobre metas / prioridades regionais e os mecanismos de implementação necessários e devem rever regularmente os progressos para atingir os objetivos e metas comuns. Em particular, deverão facilitar as ligações com programas e atividades nacionais e locais, de gestão do solo, tendo em vista reforçar o trabalho em solos e desenvolver sinergias com outras iniciativas e atividades relevantes.

Em 31 de Outubro de 2013, a GSP realizou um workshop para discutir a criação da Parceria Europeia do Solo (PES), tendo sido nessa data criada a parceria através do denominado “Comunicado de Berlim”, preparado pelos parceiros da GSP.
O Comité Gestor da parceria é composto por membros da GSP, nomeadamente o Instituto de Estudos Avançados de Sustentabilidade (IASS) da Alemanha (preside), pela Comissão Europeia (que secretaria), o Instituto de Pesquisa de Conservação dos Solos da Eslováquia, o Centro Eurasiático para a Segurança Alimentar (ECFS) da Federação Russa e o European Soil Bureau Network (ESBN). O Comité de Direção desta parceria, no desenvolvimento dos planos de implementação regional europeia para os cinco pilares de atuação do PGS, definiu a liderança para cada um dos vários planos de implementação, propondo-se concentrar as atividades nalgumas prioridades temáticas, tais como o valor económico dos serviços dos ecossistemas prestados pelo solo (liderado pela Comissão Europeia), os solos na agenda de desenvolvimento pós-2015 (liderado pelo IASS e o relatório sobre o estado dos recursos europeus do solo como parte do estado do recurso solo no mundo, relatório do ITPS (liderado pela Federação Russa).

Dadas as especificidades dos membros europeus euro-asiáticos, foi ainda criada uma parceria sub-regional do solo dentro do PES, cobrindo a sub-região euro-asiática e presidido pela Federação Russa, com um plano de implementação específico para as prioridades da GSP, centrado na grande ameaça de salinização do solo.

[Ver a notícia]